Manchas escuras
Aparecem e desaparecem
Muitas frescuras
Seguem e me perseguem
Gosto de rapadura
Pendura e despendura
Vem água pura
E cura e me atura
Fala baixinho
Depois como um bichinho
Cochila em cima
De algo que te aproxima
Formiguinhas procuram comida
Seres humanos lucro a exploração
Pessoas adormecidas
Esquecidas na conformação
È demais pra aguentar
Não dá mais, pra suportar
Sem avisar me ponho a falar
Toda a verdade sem nada escapar
Gente sem teto, sem educação e sem respeito
Gente sem cor, sem traços e sem suspeito
Crimes cruéis, sem julgamento
Outros nem tanto levam a pena e são detentos
Cadê a verdade?
Não temos liberdade
Cade os meus direitos?
O foi parar? Em outros leitos
Fofocar sem ao menos pensar
Tentar seguir sem ao menos ouvir
Vejo no ar poeira a se formar
Me perco por aí tentando seguir
Falta amor, falta calor
Falta amizade de verdade
Falta respeito falta sinceridade
Além de tudo falta verdade
Poesias caem do céu
E inspiração veio da terra
Caem então como o papel
E vem então como uma serra
Serra meus ouvidos,
Fechem os olhos
Comecem a se expressar
E comecem a protestar!
Dois dias sem comida?
Se ponha a pensar
Dois dias sem água?
Vão se acabar
Trás dias famintos?
Já morreram
Três dias sem água?
De desidratação
Três dias se foram?
Com seu coração
Trâs dias de fogo?
E pura ilusão.
Drina Blue ( Gabryela Camilo)

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