O ruim mesmo era só o risco de pegar um resfriado; dito e feito, ao chegar em casa sua mãe lhe enchera o saco com sermões de que ela precisava ter levado um guarda chuva ou parado em algum lugar e esperado a chuva passar.
Mais tarde, ela fez um chá para gripe se sentou e começou a ler, ela gostava muito de ler, seus livros preferidos eram ficção, romance e suspense. Mas ela geralmente não tinha tempo para ler e aproveitava cada segundo para ler e esquecer o mundo onde ela estava e ir para lugares onde tudo podia acontecer. Onde ela poderia ser boazinha ou malvada, onde poderia ser livre de qualquer regra.
Depois de um tempo lendo ela ficava em um estado estranho e longe e sempre a chamavam a atenção. Sua mãe gostava que ela lesse diferente do seu irmão ela devorava um bom livro.
Ela foi para sua cama depois de ter cumprimentado seu irmão. Olhou suas mensagens, e-mails, mas não havia nada demais, ela então foi estudar e ligou para sua amiga perguntando se ela queria estudar com ela. -Alô, Daire? Eu estou pensando em estudar para a prova, não quer me ajudar?
-Não vai da, Drina. Estou ocupada, vou para a casa do Charlie... A tia dele vai estar lá também, se quiser vim. -Não mesmo, valeu mesmo assim.
Voltando ao estado de antes ela começa a tossir, e apressadamente toma mais um gole do chá e passou o resto da tarde estudando.
No dia seguinte, ela foi para a aula de violão, ela não gostava de faltar porque ela até que achava o professor bonitinho, mas nunca comentava com ninguém sobre essas coisas. Só assistia à aula como qualquer aluna aplicada. Depois ela sentava na recepção e começava a ler novamente por uns cinco minutinhos até ir para casa. Um dia quando saía do curso viu o mural com algumas colcheias e tentou ver se estava conseguindo acompanhar o tempo com batucadas, um menino a abordou e perguntou se ela sabia tocar alguma coisa. -Não acredito! Você saber ler isso? -Não, eu só estava treinando o que aprendi na aula hoje. - Qual seu nome? - Drina, e o seu ? -Meu nome é Diego.
Diego tinha cabelo preto, olhos castanhos não muito escuros. Ele tinha um sorriso radiante, não era malhado, mas tinha um corpo legal, ele era branquinho e tinha um perfume muito bom, estava de Jeans, blusa de manga e tênis.
Ele pediu o e-mail dela e eles começaram a se conhecer, pouco a pouco. Um mês depois ele a chamou para sair, para a pizzaria, disse que seria com uma galera. Ela aceitou, mas, quando chegou lá só tinha ele e mais um amigo dele, o Vinicius.
-Nossa, pensei que ia vim mais gente... Ela disse.
- Eu também, mas, parece que eles furaram com a gente. Diego disse.
-Pois é eu também pensei que ia vim mais gente. Vinicius disse.
Estavam todos os três constrangidos, o Vinícius por estar de "vela". O Diego por não saber o que fazer e a Drina por ser a única moça com dois rapazes. Então eles seguiram para a pizzaria, escolheram rodízio, mas ninguém sabia o que falar. Quando saíram o Vinicius disse uma desculpa e saiu distraidamente. A Drina achou estranho, mas continuou andando na praça junto com o rapaz. Ele não dizia uma palavra, ela na sua inocência pensou, eu gosto desse garoto, eu acho que seria interessante se eu ensinasse algumas coisas para ele. Ele continuava em silêncio só andando. Até que o Vinícius voltou e perguntou se o Diego não queria carona e eles a acompanharam até em casa.
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